MASTINO NAPOLINO
MASTINO NAPOLETANO
NOMENCLATURA CINÓFILA UTILIZADA NESTE PADRÃO
1 – Trufa 13 – Perna 25 – Braço
2 – Focinho 14 – Jarrete 26 – P o n t a d o
esterno
3 – Stop 15 – Metatarso 27 – P o n t a d o
ombro
4 – Crânio 16 – Patas
5 – Occipital 17 – Joelho
6 – Cernelha 18 – Linha inferior
7 – Dorso 19 – Cotovelo a – profundidade do peito
8 – Lombo 20 – Linha do solo
9 – Garupa 21 – Metacarpo b – altura do cotovelo
10 – Raiz da cauda 22 – Carpo
11 – Ísquio 23 – Antebraço a + b = altura do cão
12 – Coxa 24 – Nível do esterno na cernelha
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RESUMO HISTÓRICO: o Mastino Napoletano é descendente do grande Mastiff
Romano, descrito por Columelle no século I A.D. em seu livro “De Re Rustica”.
Difundido em toda a Europa pelas legiões romanas, com as quais combateu, é o
ancestral de numerosas raças de Mastiffs em outros países europeus. Tendo sobrevivido
por muitos séculos na zona rural ao pé do Vesúvio e, em geral, na região de Nápoles,
ele foi reselecionado
desde 1947, graças à tenacidade e à devoção de um grupo de
amantes de cães.
APARÊNCIA GERAL: grande, massudo e volumoso, cujo comprimento do tronco
é maior do que a altura na cernelha.
PROPORÇÕES IMPORTANTES: o comprimento do tronco é 10% maior do que
a altura na cernelha. A relação crâniofocinho
é de 2 para 1.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: fi rme e leal, não é agressivo, nem
morde sem razão, guardião de propriedade e de seus moradores, sempre vigilante,
inteligente, nobre e majestoso.
CABEÇA: curta e maciça, com um crânio largo na altura dos arcos zigomáticos. Seu
comprimento é mais ou menos 3/10 da altura na cernelha. Pele abundante com rugas
e dobras, das quais, a mais típica e mais bem marcada vai desde o ângulo externo da
pálpebra para baixo até o ângulo labial. O eixo superior longitudinal do crânio e do
focinho é paralelo.
REGIÃO CRANIANA: o crânio é largo, plano, particularmente entre as orelhas,
e, vista de frente, a cabeça é ligeiramente convexa em sua parte anterior. As arcadas
zigomáticas são muito pronunciadas, mas com músculos planos. As protuberâncias
dos ossos frontais são bem desenvolvidas; o sulco frontal é marcado; a crista occipital
é apenas visível.
Stop: bem defi nido.
REGIÃO FACIAL
Tr ufa: situada no prolongamento do focinho, não deve ser proeminente acima da
linha vertical dos lábios; deve ser volumosa, com narinas grandes e bem abertas. Sua
pigmentação varia de acordo com a cor da pelagem: preta, nos cães pretos; cinzaamarronzado
escuro em exemplares de outras cores e castanha para os de pelagem
marrom.
Focinho: bem largo e profundo; seu comprimento corresponde ao da face e deve ser
igual a 1/3 do comprimento da cabeça. As faces laterais são paralelas (entre si), de
maneira que, vista de frente, a forma do focinho é praticamente quadrada.
Lábios: carnudos, espessos e cheios; vistos de frente, formam um “V” invertido no
seu ponto de encontro. A linha inferior do focinho é formada pelo lábio superior; a
parte mais baixa é o canto dos lábios, com visíveis membranas mucosas situadas na
vertical do ângulo externo do olho.
Maxilares: poderosos, com fortes ossos e arcos dentários que se unem perfeitamente.
A mandíbula deve ser bem desenvolvida na sua largura.
Dentes: brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente
completos. Mordedura em tesoura ou torquês.
Olhos: inseridos ligeiramente profundos e em uma linha frontal nivelada, bem
separados um do outro; mais para redondos. Comparada com a cor da pelagem, a cor
da íris é mais escura. Os olhos nunca poderão ser mais claros, nem em tons diluídos.
Orelhas: pequenas em relação ao tamanho do cão, de forma triangular, inseridas acima
do arco zigomático, são planas e rentes às bochechas. Quando elas são cortadas, têm
a forma de um ângulo quase eqüilátero.
PESCOÇO
Per fi l: o perfi l superior é ligeiramente convexo.
Compr imento: mais para curto, mede mais ou menos 2,8/10 da altura na cernelha.
Forma: de tronco cônico, bem musculoso. Na metade do comprimento, o perímetro
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é igual a mais ou menos 8/10 da altura na cernelha.
Pele: a parte inferior do pescoço é feita de muita pele solta que forma uma dupla
barbela, bem separada, mas não exagerada. Começa no nível da mandíbula e não
ultrapassa o meio do pescoço.
TRONCO: o comprimento do tronco excede em 10% a altura na cernelha.
Linha super ior: reta; cernelha larga, longa e não muito proeminente.
Dor so: largo e de comprimento em torno de 1/3 da altura na cernelha. A região
lombar deve unirse
harmoniosamente ao dorso e os músculos são bem desenvolvidos
em largura. A caixa torácica é ampla, com costelas longas e bem arqueadas. A
circunferência do tórax é de aproximadamente 1/4 a mais que a altura na cernelha.
Gar upa: larga, forte e bem musculosa. Com angulação em torno de 30°. Seu
comprimento é igual a 3/10 da altura na cernelha. As ancas são proeminentes a ponto
de alcançar a linha superior do lombo.
Peito: largo e amplo com músculos peitorais bem desenvolvidos. Sua largura está
diretamente relacionada com a do tórax e atinge os 4045%
da altura na cernelha. A
ponta do esterno está situada no nível da articulação escápuloumeral.
CAUDA: larga e espessa em sua raiz; forte e afi nando ligeiramente até a ponta.
Em comprimento, ela alcança a articulação do jarrete, mas normalmente é cortada
deixando 2/3 de seu comprimento . Em repouso, é portada pendente e curvada em
forma de sabre; em ação, erguida horizontalmente ou ligeiramente mais alta que a
linha do dorso.
MEMBROS
Anter iores: em seu conjunto, os anteriores, do solo até a ponta do cotovelo, vistos
de perfi l e pela frente, são verticais, com uma forte estrutura óssea em proporção ao
tamanho do cão.
Ombros: seu comprimento é de aproximadamente 3/10 da altura na cernelha, com
uma obliqüidade de 50º a 60º com a horizontal. Os músculos são bem desenvolvidos,
longos e bem defi nidos. O ângulo da articulação escápuloumeral
é de 105° a 115°.
Br aços: de comprimento em torno de 30º da altura na cernelha. Sua obliqüidade é de
55° a 60° com signifi cante musculatura.
Cotovelos: abundantemente cobertos por peles soltas; não tão próximos ao tronco.
Antebr aços: seu comprimento é aproximadamente o mesmo que o do braço.
Colocados em uma perfeita posição vertical, sobre uma forte estrutura óssea, com
músculos limpos e bem desenvolvidos.
Articulação do metacar po: largo, seco e sem nódulos, continuando a linha vertical
do antebraço.
Metacarpos: planos, continuando a linha vertical do antebraço. Sua inclinação, na
horizontal para a frente, é de mais ou menos 70º a 75º. Seu comprimento é igual a
1/6 do comprimento da perna do solo até o cotovelo.
Patas: redondas, largas, dedos bem arqueados e bem unidos. As almofadas são magras,
duras e bem pigmentadas. As unhas são fortes, curvadas e de cor escura.
Posteriores: em seu conjunto, devem ser poderosos e fortes, em proporção ao tamanho
do cão, capazes de assegurar a propulsão desejada em movimento.
Coxas: em comprimento, medindo 1/3 da altura na cernelha e sua obliqüidade na
horizontal é de aproximadamente 60º. São largas, com músculos grossos, proeminentes
e claramente defi nidos. Os ossos do fêmur e da coxa formam um ângulo de 90º.
Per nas: de comprimento ligeiramente inferior ao da coxa e de uma obliqüidade de
50º a 55º, com uma forte estrutura óssea e uma musculatura bem visível.
J oelhos: angulação fêmorotibial
em torno de 110º a 115º.
Articulação do jarrete: muito longa em relação ao comprimento da perna. Seu
comprimento é aproximadamente 2,5/10 da altura na cernelha. A articulação tíbiotarsiana
forma um ângulo de 140º a 145º .
J arretes: fortes e magros; de forma quase cilíndrica, perfeitamente retos e paralelos;
seu comprimento é aproximadamente 1/4 da altura na cernelha; eventuais ergôs devem
ser removidos.
Patas poster iores: menores que as anteriores, redondas, com dedos bem unidos.
Almofadas secas, duras e pigmentadas. Unhas fortes, curvadas e de cor escura.
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MOVIMENTAÇÃO: constitui uma característica típica da raça. A passo, a
movimentação é do tipo felina, com passadas de leão, lenta e assemelhase
à do urso.
O trote é caracterizado por uma forte propulsão dos posteriores e um bom alcance dos
anteriores. O cão raramente galopa, normalmente trota. O passo de camelo é tolerado.
PELE: grossa, abundante e solta sobre todo o corpo, particularmente na cabeça, onde
formam numerosas pregas e rugas, e na parte inferior do pescoço, onde forma uma
dupla barbela.
PELAGEM
Pêlo: curoa, áspero, duro e denso, do mesmo comprimento sobre o corpo todo,
uniformemente liso, fi no e medindo, no máximo, 1,5 cm. Não deve mostrar nenhum
traço de franjas.
COR: as cores preferidas são: cinza, cinza chumbo e preto, mas também marrom,
fulvo e fulvo avermelhado (corça vermelho), com algumas pequenas manchas brancas
no peito e na ponta dos dedos. Todas essas cores podem ser tigradas; castanho, cinza
pombo e tons de isabela são tolerados.
TAMANHO / PESO
altura na cernelha: Machos: 65 – 75 cm.
Fêmeas: 60 – 68 cm.
Uma tolerância de 2 cm para mais ou para menos é permitida.
Peso: Machos: 60 – 70 kg.
Fêmeas: 50 – 60 kg
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta
e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
FALTAS GRAVES
• prognatismo inferior pronunciado;
• cauda alegre;
• tamanho acima ou abaixo dos limites permitidos.
FALTAS DESQUALIFICANTES
• prognatismo superior;
• acentuada convergência ou divergência dos eixos crâniofaciais;
• linha superior do focinho côncava, convexa ou aquilina (nariz romano);
• total despigmentação da trufa;
• olhos azuis;
• total despigmentação das pálpebras;
• vesgo;
• ausência de rugas, dobras ou barbelas;
• ausência de cauda, seja congênita ou artifi cial;
• extensas manchas brancas;
• manchas brancas na cabeça.
NOTAS:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos
e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento
deve ser desqualifi cado.
FONTE : google
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